quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Se tudo parece estar assim:

Perdido sem nenhuma solução.

Você só pensando em desistir,

Sem forças para uma decisão.

Se os erros te levaram a cair

Ao fundo do poço e à solidão.

Janelas e portas sem se abrir,

Sua vida em total escuridão.

Abra os olhos: veja a Luz

Que é JESUS.

Se ninguém parece te amar.

Se o rancor tomou teu coração.

Solitário vives a vagar

Procurando alguma emoção.

Fique certo não vais encontrar

Longe de quem tanto te amou

Amor verdadeiro pra te dar

Que até a Cruz se entregou.

Essas pequenas palavras insisti em colocá-las para o papel num momento muito complicado da minha vida. Praticamente ela descreve muito bem as horas de angústia porque passava. O sentimento de impotência diante dos problemas que surgem, nenhuma luz, nenhuma idéia, nenhuma saída para resolvê-los. Não posso negar que quem me segurou nessa hora foi o meu bom Deus. Lembra-se daquela palavra: "Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte". II Cor 12, 10b.
E aconteceu, quando pensei que estava derrotado, sem esperanças e desanimado, aí é que senti-me forte, porque redescobri dentro de mim o Amor de Deus.
Faça também a experiência do amor de Deus por você e sinta que nunca estarás sozinho.
Paz e Bem!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Liberdade de expressão

Nos últimos três anos tenho vivenciado política praticamente todos os dias, e os conflitos envolvendo política, não raros no meu Estado – Pará –, deixam muitas das vezes uma sensação de impotência a muitos. Principalmente quando a Justiça não realiza o seu papel em punir os culpados. Posso envolver aqui dois dos princípios que estão por trás dos direitos humanos: a Liberdade e a Justiça.
A Justiça parece estar a favor das elites, não porque servem as mesmas por escolha, mas porque atende àqueles que podem pagar por bons advogados que recorrem incansavelmente até livrar os culpados que têm “grana”. O favorecimento aos que possuem dinheiro e, por conseguinte, poder, desfalece a luta de muitos movimentos sociais massacrados pelo desrespeito aos seus direitos.
A ditadura crua acabou há algum tempo, mas em muitos municípios brasileiros ela ainda impera sufocando e deturpando a democracia. Quero citar como exemplo neste trabalho o que ocorreu no meu município nos anos que antecederam às eleições de 2004, para prefeito. Sabemos que em municípios pequenos a prefeitura é um dos únicos meios de emprego e renda para a maioria da população. Pois cá não é diferente. Seria satisfatório se estes empregos não estivessem ligados ao voto, mas o que ocorre é que só emprega-se aquele que vota no candidato ou indicado pelo “dono” da prefeitura, o prefeito. Pois bem, diante dessa realidade viviam muitos dos habitantes deste município onde não podiam após receber seu salário comprar em estabelecimentos cujos proprietários eram oposição ao prefeito e de seus aliados, e que eram ameaçados constantemente de demissão se pelo menos fossem vistos conversando com alguém que tivesse idéias contrárias ou que não concordassem ou criticassem o governo.
Toda essa situação se tornou mais grave no ano eleitoral, pois as ameaças se tornaram mais freqüentes, nenhum funcionário poderia ser visto no comício do candidato oposicionista, os correligionários do partido do prefeito espancavam os adversários e a polícia simplesmente não fazia nada, a justiça não movia uma palha, as denúncias no Fórum de nada valiam. As reuniões dos opositores para a campanha eleitoral tinham que ser às escondidas, disfarçadas de reuniões sindicais e ocorriam no Sindicato dos Trabalhadores Rurais. O Prefeito atual já tinha sido reeleito e estava apresentando um candidato que nem do município era, e sim da capital. Mas mesmo assim diante de tanta opressão, o povo, bendito seja o voto secreto, decretou nas urnas um novo tempo para o seu município.
Nestas eleições o ex-prefeito tentará novamente chegar a cadeira. Mais uma vez está nas mãos da Democracia, a Liberdade para escolher. Pois agora não se persegue e nem se espanca quem é oposição ao governo e até mesmo o ex-prefeito parece ter entendido como se deve tratar o povo, que tem o PODER de decidir os rumos da sua história.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Reflexão Eleições 2008

Parece aceitável pela maioria dos brasileiros o fato de que os candidatos às próximas eleições municipais, mesmo que estejam com processos na justiça, poderão concorrer aos cargos do executivo e legislativo, desde que não tenham sido julgados e condenados em última instância.

Isto significa dizer que se o candidato, surripiou (desviou, roubou) dinheiro público, enricando ilicitamente, poderá novamente mostrar a cara - de pau, diga-se de passagem - para mim e você, e assim pedir nosso sagrado e legítimo voto.

Pela constituição brasileira todos, sem exceção, ao ser aprovado em concurso público, no ato da posse deve apresentar documentos que certifiquem sua idoneidade (aptidão) para assumir cargo ou função pública. Agora me pergunto, os políticos têm mais direito do que os outros brasileiros? E não só políticos mas todo aquele que tem dinheiro para apelar até a última instância do judiciário ficam livres.

Notadamente entendo o porquê dos políticos roubarem, só vai até a última instância quem tem dinheiro para pagar bons advogados, pois é, tem que ser mais de um dependendo do processo, se não for assim está ferrado.

Diante dessa situação, todo esse sistema político viciado na corrupção, toda a paga de responsabilidade voltasse a um gesto, ao Voto. Agora a responsabilidade é minha e sua, a que pessoas e projetos estamos depositando nossa esperança de municípios melhores, com educação e saúde de qualidade, com saneamento adequado, com planejamento (plano de governo) que beneficie à todos. Quem será o prefeito que melhor atenderá o dito em palanque e terá coragem e competência de transformar a realidade local? E os vereadores? Que determinados, empolgam-se declarando que irão defender os interesses do povo, e não, simplesmente proteger o governo, se aliado; ou detonar, se oposição; ou ainda partidários e pessoais.

Mais uma vez estamos na berlinda, lembrem-se que é pela maioria que o prefeito, governador, Senador e Presidente, é eleito. Maioria esta que depois não consegue como no dia da eleição, fazer com que o desejo de um povo, que é ver seus direitos respeitados, se realizem por aqueles que ela colocou no poder.


"A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo." (Abraham Lincoln)



Paz e Bem!

sábado, 26 de abril de 2008

Amar


Hoje na leitura do evangelho - algo que deveria ser tarefa diária para todo cristão (me incluo também) - lembrei-me das últimas notícias dos jornais tanto aqui do meu Estado (Pará) quanto do Brasil. Para alguns parece ser comum a violência diária, afinal, não tem um dia se quer que ela não ganhe espaço na mídia. Estamos apreensivos para o desfecho das investigações do caso da menina Isabella (Nacional) e por aqui (Pará) pelo caso do menino Petrhus, da cidade de Bragança que foi covardemente retirado do lar dos seus avós para ser brutalmente assassinado, assim como, outro caso de morte de uma criança na capital Belém, onde o padrasto vingou-se no enteado após separação de sua companheira.
As palavras de Jesus são bem claras: "Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo" (João cap. 15, vers. 12). Creio que se o amor estivesse sendo cultivado dia-a-dia, com gestos de generosidade, respeito pelas diferenças, honestidade... e tantos outros exemplos que auxiliam na convivência social, casos como estes não teriam ocorrido. Sem contar a total desvalorização dos princípios familiares, hoje ninguém quer ser família, não se dá mais bom dia em casa, não se toma a bênção dos pais, não se diz obrigado-por favor, o individualismo impera nos nossos corações.
Não podemos nos conformar com o que acontece de ruim ao nosso redor, eu e você não podemos ser simplesmente produto do meio, precisamos transcender os valores que distroem a humanidade e voltar ao princípio de tudo em nossa vida, "O AMOR".

Paz e Bem!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O Tempo

Para tudo há um tempo,
para cada coisa há um momento debaixo dos céus:
Tempo para nascer,
e tempo para morrer;
Tempo para plantar,
e tempo para arrancar o que foi plantado;
Tempo para matar,
e tempo para sarar;
Tempo para demolir,
e tempo para construir;
Tempo para chorar,
e tempo para rir;
Tempo para gemer,
e tempo para dançar;
Tempo para atirar pedras,
e tempo para ajuntá-las;
Tempo para dar abraços,
e tempo para apartar-se.
Tempo para procurar,
e tempo para perder;
Tempo para guardar,
e tempo para jogar fora;
Tempo para rasgar,
e tempo para costurar;
Tempo para calar,
e tempo para falar;
Tempo para amar,
e tempo para odiar;
Tempo para a guerra,
e tempo para a paz.

Agora aceitemos cada um a opção pelo tempo que Deus reserva para mim e para você.

Paz e Bem!