sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ficha Limpa, uma esperança para o Brasil?

Inicia-se um novo tempo para a política no Brasil, mas ainda está no ar o grande desafio do povo brasileiro em aprender a eleger seus representantes para o executivo e legislativo. Neste instante em que comecei a escrever, o Jornal Nacional anunciava, que apesar de não poder concorrer às eleições até o ano de 2022, o Ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, comentou que irá apoiar candidatos da sua confiança.
Pragmático, mas o comentário de Roriz reage de forma consistente contra a Lei da Ficha Limpa de uma forma bem sutil, como diria minha mãe, por detrás dos panos. Assim acontece em diversas situações, políticos principalmente em segundo mandato, onde não tem a possibilidade de concorrer, se apoiam no pensamento de Roriz, pois o poder, o dinheiro fácil retirado, muitas das vezes sem cerimônias, do povo, é o primaz dos seus sentimentos em detrimento da satisfação da comunidade ou do povo que o elegeu.
A partir deste novo patamar, temos que comungar de um único desejo de também não votar em candidatos apresentados por políticos ficha suja, pois Roriz já deu a deixa, eles quando eleitos farão pior que o seu antecessor e padrinho, pois este desejo de eleger um substituto, está balizado em diversas situações pós-mandato, como principalmente a prestação de contas do mandato do padrinho. Então dessa forma, legítima diga-se de passagem, pois é pela eleição que consegue, ele apresenta seu sucessor para continuar no poder manipulando o dinheiro público juntamente com seus comparsas.
Deixando de lado o pessimismo, temos que lutar para que muitos brasileiros não se deixem levar pela falácia de políticos corruptos que apresentam seus candidatos. Se ele é corrupto certamente por uma fórmula de comparação, seu pupilo também o é, pois para alguém que se presta a representar um corrupto ou grupo de corruptos, de certo é farinha do mesmo saco.

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