quinta-feira, 30 de junho de 2011

Implantação do Novo Padrão de Plugues e Tomadas

O Inmetro divulgou hoje, dia 29, o balanço do período de implantação do Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas. O padrão – compulsório por meio da Portaria 185, de julho de 2000 – está totalmente implementado, com mercado abastecido, baixo índice de irregularidades de produtos à venda e sem abuso de preços ao consumidor.

A partir de 1º de julho de 2011, o comércio só poderá vender aparelhos eletroeletrônicos dentro do padrão. “Inclusive em cidades mais remotas do país, o comércio só vende plugues e tomadas dentro do padrão, o que comprova que a indústria e a revenda se adequaram.

Desde 2006, todas as novas construções de moradia só recebem o “Habite-se” se tiverem o padrão brasileiro. Hoje, o fabricante otimizou a produção e gasta menos com somente dois modelos de plugues e tomadas. Parte desse benefício foi repassada ao consumidor, já que os preços estão, em média, 6% abaixo dos praticados em 2008”, afirma.

Com isso, o mercado brasileiro passa a ter apenas dois modelos de plugues e tomadas, de dois e três pinos redondos. Os plugues de três pinos são utilizados em aparelhos que necessitam de aterramento. O terceiro pino faz o papel do fio terra. A função do terceiro pino é evitar que o consumidor sofra um choque elétrico ao ligar aparelhos que estejam em curto-circuito.

Antes da padronização, o consumidor convivia com mais de 12 tipos de plugues e oito tipos de tomadas diferentes. A padronização foi promovida, acima de tudo, para dar mais segurança ao consumidor, para diminuir a possibilidade de choques elétricos, incêndios, mortes. Dados do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo indicavam que, em uma década, cerca de 6 mil incêndios foram provocados por curtos-circuitos devido a conexões incorretas entre plugues e tomadas, apenas na área de atuação da corporação. Nos últimos dez anos, o Data SUS registrou 13.776 internações com 379 óbitos e mais 15.418 mortes imediatas decorrentes de acidentes relativos à exposição a correntes elétricas em residências, escolas, asilos e locais de trabalho. Além disso, dentre os acidentados, o choque elétrico é a terceira causa de morte infantil em hospitais do SUS, ficando atrás apenas de maus tratos e acidentes em transportes.

O que mudou

• Acabam os plugues de pino chato; os aparelhos passam a ter plugues somente com pinos redondos.

• O terceiro pino funciona como fio terra dos produtos que precisam de aterramento para evitar choques, desde que a instalação elétrica residencial disponha de aterramento.

• Os pinos terão diâmetros diferenciados de acordo com a corrente elétrica que o aparelho necessita para funcionar.

Vantagens do uso do padrão

• Maior segurança para o usuário contra choques elétricos por contatos acidentais

• O novo formato de plugues permite um contato mais eficiente com a tomada, evitando aquecimentos que podem levar a acidentes como incêndios e curto-circuito.

• O contato mais eficiente com a tomada ajuda a evitar o desperdício, promovendo economia no consumo de energia elétrica.

• O usuário terá adequada segurança se a residência for aterrada, em aparelhos que usam plugues de 3 pinos.

• Impossibilidade de conexão dos plugues usados em aparelhos que trabalham com mais de 10 ampères em tomadas de instalações dimensionadas para menos de 10 ampères, impedindo sobrecargas.

• Todas as novas edificações só recebem o habite-se mediante o cumprimento do padrão, de acordo com Lei Federal promulgada em 2007.

Histórico

A preocupação com a segurança de plugues e tomadas de uso doméstico começou a ser discutida na década de 80. Em setembro de 1983, o Inmetro aprovou o Regulamento Específico para Plugues e Tomadas de uso doméstico e tornou obrigatória a certificação desses produtos de acordo com as normas técnicas de segurança publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Mais de dez anos foram decorridos na fase de transição para a adequação ao padrão, cujo prazo se encerra em 30 de junho.


sábado, 25 de junho de 2011

Marina Silva pede desfiliação do PV

Após uma campanha vitoriosa, do ponto de vista da quebra de uma bipolaridade existente no Brasil e percebida em alguns municípios também do Estado, a ex-militante do PT, Marina Silva, que após divergências no Governo de LULA, à frente do Ministério do Meio Ambiente, filiou-se no PV, pede desfiliação deste que é um partido liberal que defende bandeiras ortodoxas ao pensamento e postura de sua vida, pois defendem a liberação da maconha e o aborto, e Marina sendo evangélica com certeza deve ter sofrido uns bocados com esta divergência.

Com sua honestidade aberta resusou em campanha uma mala de dinheiro "não contabilizado", provando mais uma vez que ainda existe esperança para a política brasileira.

terça-feira, 21 de junho de 2011

ALEPA: Escola de trambiques



A ALEPA é a clássica escola de tranbiques para os corruptos, espero que nem todos estejam envolvidos nesse ultraje contra os cofres públicos. Quero acreditar piamente que ainda nos restam deputados irrigados com a responsabilidade com o dinheiro público, com o zelo pelo correto.

Penso!!! Será que nenhum deputado da oposição além desses envolvidos não sabiam desse esquena? É difícil de acreditar.

Está nas mãos da justiça, e sabe quando vai se resolver isso, quando provavelmente esses bandidos estiverem mortos, por velhice, pois a impunidade contra políticos corruptos é gritante. Afinal o "ficha limpa" Mário Couto, Senador eleito, com certeza distribuindo esse dinheiro roubado, afirma o que já sabemos: "Tudo isso é imoral mas não é ilegal."

Para eles, digo: "Matar político é ilegal mas não imoral."

Sem apologia ao crime, somente parafraseando, e lembrando que matamos os políticos nas urnas, então vamos à luta.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Apagão

Mais uma vez os cidadãos ipixunenes sofreram com o desrespeito da Rede Celpa. Semana Passada, passamos mais de seis horas em plena escuridão. Infelizmente estamos fadados a este tipo de transgressão grave aos direitos do consumidor, ela (a Celpa) está pouco se lixando para resolver este problema. Há meses solicitei revisão da rede e não obtive resposta; outra, parece que a sub-estação não está ligada no linhão que corre logo atrás da mesma e sim na velha rede de distribuição que vem de Paragominas.


O ideal seria que vários consumidores realizassem sua reclamação junto a Empresa prestadora do serviço, quando da falta de energia, e logo depois, se não atendido satisfatoriamente, protocolasse na ANEEL, mas é quase impossível tal articulação, pois, nem mesmo quando falta energia as pessoas ligam para reclamarem. Mas é assim mesmo, somos o país do conformismo, políticos nos assaltam, a justiça é parcial ... esse é o nosso Brasil, onde tudo que não presta é possível realizar sem se preocupar com punição.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Trânsito


Mais uma atitude de desinteligência, imprudência e talvez demência acabou ceifando uma vida no trânsito ipixunense. Foi no sábado de 21 de maio de 2011. E o que se pensa neste momento? Encontrar culpados não é o correto, afinal, todos somos responsáveis pelo trânsito - do pedestre ao motorista dos mais diversos veículos.

O correto é que estão sendo tomadas todas as medidas administrativas para frear tantos desrespeitos ao trânsito: crianças ao volante e pilotando motos, jovens e adultos dirigindo sem habilitação e equipamentos e/ou documentos obrigatórios...

Além de esperar do poder público temos que ter a consciência que o trânsito seguro é missão de todos.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Hospital de Ipixuna condenado

Não são apenas rumores de que o hospital de Urgência e Emergência de Ipixuna do Pará não será terminado. De acordo com as notícias da própria Secretaria de Obras do Estado várias irregularidades no projeto indicam essa tese.

Da Redação Agência Pará de Notícias


Seop condena obras do hospital de Ipixuna do Pará

As obras do futuro Hospital de Urgência e Emergência de Ipixuna do Pará foram paralisadas por irem de encontro às normas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O secretário de Estado de Obras Públicas (Seop), Joaquim Passarinho, tomou a decisão após ser informado da situação, através da equipe técnica da Seop, que mostrou que o projeto do hospital já tinha sido "condenado" pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e que, mesmo assim, foi levado adiante pelo governo passado.

De acordo com a equipe de arquitetos e engenheiros da Seop, os relatórios mostram que, desde 2008, a situação do hospital, cujo projeto foi elaborado por uma profissional liberal a pedido do prefeito de Ipixuna do Pará, foi condenado pela Sespa, que, mesmo dando parecer desfavorável, enviou-o à Secretaria de Obras.

Caso fosse concluído da maneira que estava sendo construído, o Hospital de Urgência e Emergência de Ipixuna, programado para ter 80 leitos, não seria, futuramente, aceito pelo Ministério da Saúde (MS). Entre os erros apontados no projeto e que vão de encontro às normas impostas para o eficaz funcionamento do hospital, estão os fluxos e circulações inadequados e corredores subdimensionados. Ou seja, material sujo, material limpo, funcionários, visitas e pacientes iriam circular por um único corredor, o que ocasionaria risco de contaminação hospitalar.

Além disso, as portas estão com dimensões erradas e o forro proposto é de PVC, quando a Resolução de Diretoria Colegiado (RDC n.50 de 2002) da Anvisa propõe que seja de laje, também para evitar contaminações. "Além de todas as normas técnicas que devem ser obedecidas por edificações da área de saúde, é necessário, quando forem projetadas, que incorporem características consideradas imprescindíveis, como qualidade e flexibilidade. É na fase inicial de projeto que se deve seguir as normas do Ministério da Saúde, Anvisa e ABNT, caso contrário, pode-se jogar fora o dinheiro público e prejudicar a população, no caso a de Ipixuna do Pará, que agora vai ter que esperar um novo projeto que a Sespa ficou de nos mandar", explicou o secretário de Obras Públicas, Joaquim Passarinho.

A obra tem custo previsto de R$ 16 milhões, dos quais R$ 4 milhões já foram pagos. Começou em setembro de 2009 e já havia sido construído o pórtico de acesso, onde funcionaria a urgência e emergência, setor administrativo e bloco de apoio. Ipixuna do Pará está localizada a cerca de 280 km da capital do Estado do Pará, Belém, tem 16 anos de fundação e cerca de 40 mil habitantes.

Clara Costa - Ascom Seop

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eldorado dos Carajás



Exatamente no dia 17 de abril de 1996 ocorrera uma das maiores ações contra a luta pela terra, 19 trabalhadores rurais foram covardemente assassinados pelo Governo do Estado do Pará, cujo Governador à época era o Sr. Almir Gabriel. Dos 19, dez, segundo perícia realizada por um professor da UFRJ, foram executados com tiros a curta distância.

Quero aqui parabenizar o povo paraense por ter feito sua homenagem a esses mortos elegendo novamente o grupo dos seus algozes.

E dizer aos companheiros que a justiça vem de Deus e o Sr. Almir Gabriel vai pagar por tudo que fez contra o povo paraense, assim como todos os seus parceiros.



Do Blog da Profª Edilza Fontes



CAP PM CHARLET disse...

Muito bom os relatos do espisódio "Eldorado dos Carajás". Estive lá em 2003, quando servia na Cavalaria da PM, como 2º Tenente PM e, conforme me disseram inúmeros policiais militares do Destacamento local, havia muito ressentimento por parte dos SEM TERRA. Cumprimos os mandados judiciais sem qualquer alteração, mas também atualmente temos o preparo que os PM's de 1996 não tinham. Eldorado foi um divisor de águas também para a PM, pois marcou o início da especialização das tropas de missões especiais e dois anos depois nasceu o COMANDO DE MISSÕES ESPECIAIS, Comando Intermediário que tive o orgulho de pertencer até bem pouco tempo. Essa especialização me capacitou com os CURSOS DE TROPA MONTADA, FORÇA TÁTICA e o ESTÁGIO DE CONTROLE DE DISTÚRBIOS. Os ressentimentos também foram sentidos por mim em outros assentamentos, os quais estive por força da profissão no cumprimento das reintegrações de posse, tais como o da CCM-METAIS em Breu Branco e o de Canaã dos Carajás. Mas, felizmente, as tropas de Belém não estão tão expostas quanto as tropas locais ao enfrentamento diário dessas questões possessórias. Só me resta lamentar tal episódio que comprometeu bastante a construção de uma polícia cidadão, mas que, enquanto de quaisquer lados houver a indisposição de negociar e o entendimento dos papéis de cada um o campo paraense servirá como palco desse tipo de ocorrências em que não há vencidos ou vencedores, mas que a democracia perdeu mais uma oportunidade de se consolidar. A reflexão que temos, nós policiais militares da abertura democrática, artífices da democracia, é que não dá para mudar o status quo na violência, pois cumprimento a lei e se ela nos impõe como missão defendermos a ordem pública, o faremos, Graças à Deus dispondo agora de toda uma tecnologia de armamentos não-letais que nos garantem segurança no cumprimento da missão. O que ninguém explica é como armamentos ilegais vão parar nos assentamentos de "trabalhadores sem-terra"? Por que os sem-terra dispararam contra a polícia naquele fatídico dia? Se os pms são tão truculentos porque estavam correndo nas imagens? O policial militar que perdeu um olho foi indenizado? Se a história do movimento social continuar negando aspectos que envolvem alguns sem-terra com a criminalidade, vamos continuar sem resolver problemas de ordem social da mais alta gravidade como é a questão da reforma agrária, pois segundo a Constituição Cidadã o Estado brasileiro defende o direito de propriedade e, assim sendo, a materialização da defesa do Estado é sua polícia. Nosso pesar e a esperança de que os meios pacíficos sejam hegemônicos na resolução desses problemas sociais.