terça-feira, 19 de abril de 2011

Eldorado dos Carajás



Exatamente no dia 17 de abril de 1996 ocorrera uma das maiores ações contra a luta pela terra, 19 trabalhadores rurais foram covardemente assassinados pelo Governo do Estado do Pará, cujo Governador à época era o Sr. Almir Gabriel. Dos 19, dez, segundo perícia realizada por um professor da UFRJ, foram executados com tiros a curta distância.

Quero aqui parabenizar o povo paraense por ter feito sua homenagem a esses mortos elegendo novamente o grupo dos seus algozes.

E dizer aos companheiros que a justiça vem de Deus e o Sr. Almir Gabriel vai pagar por tudo que fez contra o povo paraense, assim como todos os seus parceiros.



Do Blog da Profª Edilza Fontes



CAP PM CHARLET disse...

Muito bom os relatos do espisódio "Eldorado dos Carajás". Estive lá em 2003, quando servia na Cavalaria da PM, como 2º Tenente PM e, conforme me disseram inúmeros policiais militares do Destacamento local, havia muito ressentimento por parte dos SEM TERRA. Cumprimos os mandados judiciais sem qualquer alteração, mas também atualmente temos o preparo que os PM's de 1996 não tinham. Eldorado foi um divisor de águas também para a PM, pois marcou o início da especialização das tropas de missões especiais e dois anos depois nasceu o COMANDO DE MISSÕES ESPECIAIS, Comando Intermediário que tive o orgulho de pertencer até bem pouco tempo. Essa especialização me capacitou com os CURSOS DE TROPA MONTADA, FORÇA TÁTICA e o ESTÁGIO DE CONTROLE DE DISTÚRBIOS. Os ressentimentos também foram sentidos por mim em outros assentamentos, os quais estive por força da profissão no cumprimento das reintegrações de posse, tais como o da CCM-METAIS em Breu Branco e o de Canaã dos Carajás. Mas, felizmente, as tropas de Belém não estão tão expostas quanto as tropas locais ao enfrentamento diário dessas questões possessórias. Só me resta lamentar tal episódio que comprometeu bastante a construção de uma polícia cidadão, mas que, enquanto de quaisquer lados houver a indisposição de negociar e o entendimento dos papéis de cada um o campo paraense servirá como palco desse tipo de ocorrências em que não há vencidos ou vencedores, mas que a democracia perdeu mais uma oportunidade de se consolidar. A reflexão que temos, nós policiais militares da abertura democrática, artífices da democracia, é que não dá para mudar o status quo na violência, pois cumprimento a lei e se ela nos impõe como missão defendermos a ordem pública, o faremos, Graças à Deus dispondo agora de toda uma tecnologia de armamentos não-letais que nos garantem segurança no cumprimento da missão. O que ninguém explica é como armamentos ilegais vão parar nos assentamentos de "trabalhadores sem-terra"? Por que os sem-terra dispararam contra a polícia naquele fatídico dia? Se os pms são tão truculentos porque estavam correndo nas imagens? O policial militar que perdeu um olho foi indenizado? Se a história do movimento social continuar negando aspectos que envolvem alguns sem-terra com a criminalidade, vamos continuar sem resolver problemas de ordem social da mais alta gravidade como é a questão da reforma agrária, pois segundo a Constituição Cidadã o Estado brasileiro defende o direito de propriedade e, assim sendo, a materialização da defesa do Estado é sua polícia. Nosso pesar e a esperança de que os meios pacíficos sejam hegemônicos na resolução desses problemas sociais.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Como diz a canção: "Então é Natal e o que você fez? O ano termina e nasce outra vez."

Pergunta que deveria ser respondida num profundo silêncio individual ou num grupo de amigos numa boa rodada ou quem sabe por muitos dos nossos governantes prestando contas.

O certo mesmo é sentarmos e realizarmos o balanço anual de nossas ações o que foi planejado e foi realizado ou não, o que não estava no script (em nosso planos) e foi realizado por força maior ou necessidade urgente. O que queremos realizar em 2011? É a busca de um emprego melhor, de notas melhores na escola, de maior empenho no trabalho, em casa, nas relações interpessoais, com Deus... tudo isso com certeza estará e deverá fazer parte, nos próximos dias ou na virada do ano, de reflexões e promessas.

O essencial é olharmos para os erros, aceitarmos que eles existiram e levantando a cabeça deixar o orgulho de lado e lutar para que eles não se repitam. Se temos ainda algo contra alguém, um desentendimento não resolvido, pedido de perdão pendente dar o perdão a quem nos pediu esse é o momento propício, pois a Luz de Deus quer nos iluminar mais que tudo, para que entremos no ANO NOVO com a Paz real e necessária para cumprirmos nossa missão de vizinhos em um mundo tão desigual.

Boas Festas e um Feliz 2011!

Paz e Bem!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Dicas de Ano Novo

Quer uma dica para um Feliz Ano Novo?

Não maltrate sua vida,
Não maltrate a você mesmo,
Não maltrate os outros.

sábado, 1 de maio de 2010

Acidentes de trânsito

O que acontece quando um veículo invade a preferencial de outro? Qaundo anda e/ou estaciona na contra-mão? Não teria outra resposta, é acidente na certa. Talvez tenham sorte e não batam, mas as histórias estão se repetindo constantemente, vários acidentes, até mesmo eu fui vítima de um "desavisado" que estacionou na contra-mão.
Na terça-feira, 27 de abril, dois motociclistas encontratam-se num cruzamento no Bairro Vila Nova, nenhum deu a preferência para o outro, andando que nem uns loucos provocaram o pior. Estragos à parte, observamos todos os dias garotos/meninos, andando como loucos em motos, sem nenhum equipamento de segurança, sem habilitação, adultos com crianças, ambos sem capacete, ou ainda em carros levando as mesmas no banco da frente e sem o cinto.
Independente da cobrança dos órgãos competentes que deveriam assumir seu papel fiscalizador, creio que os pais que entregam seus veículos nas mãos de crianças e adolescentes ou até mesmo a pessoas não habilitadas, todos nós que andamos sem os equipamentos obrigatórios de segurança devemos tomar uma atitude mais responsável e respeitar nossas vidas e as alheias.
Paz e Bem!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Se tudo parece estar assim:

Perdido sem nenhuma solução.

Você só pensando em desistir,

Sem forças para uma decisão.

Se os erros te levaram a cair

Ao fundo do poço e à solidão.

Janelas e portas sem se abrir,

Sua vida em total escuridão.

Abra os olhos: veja a Luz

Que é JESUS.

Se ninguém parece te amar.

Se o rancor tomou teu coração.

Solitário vives a vagar

Procurando alguma emoção.

Fique certo não vais encontrar

Longe de quem tanto te amou

Amor verdadeiro pra te dar

Que até a Cruz se entregou.

Essas pequenas palavras insisti em colocá-las para o papel num momento muito complicado da minha vida. Praticamente ela descreve muito bem as horas de angústia porque passava. O sentimento de impotência diante dos problemas que surgem, nenhuma luz, nenhuma idéia, nenhuma saída para resolvê-los. Não posso negar que quem me segurou nessa hora foi o meu bom Deus. Lembra-se daquela palavra: "Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte". II Cor 12, 10b.
E aconteceu, quando pensei que estava derrotado, sem esperanças e desanimado, aí é que senti-me forte, porque redescobri dentro de mim o Amor de Deus.
Faça também a experiência do amor de Deus por você e sinta que nunca estarás sozinho.
Paz e Bem!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A Liberdade de expressão

Nos últimos três anos tenho vivenciado política praticamente todos os dias, e os conflitos envolvendo política, não raros no meu Estado – Pará –, deixam muitas das vezes uma sensação de impotência a muitos. Principalmente quando a Justiça não realiza o seu papel em punir os culpados. Posso envolver aqui dois dos princípios que estão por trás dos direitos humanos: a Liberdade e a Justiça.
A Justiça parece estar a favor das elites, não porque servem as mesmas por escolha, mas porque atende àqueles que podem pagar por bons advogados que recorrem incansavelmente até livrar os culpados que têm “grana”. O favorecimento aos que possuem dinheiro e, por conseguinte, poder, desfalece a luta de muitos movimentos sociais massacrados pelo desrespeito aos seus direitos.
A ditadura crua acabou há algum tempo, mas em muitos municípios brasileiros ela ainda impera sufocando e deturpando a democracia. Quero citar como exemplo neste trabalho o que ocorreu no meu município nos anos que antecederam às eleições de 2004, para prefeito. Sabemos que em municípios pequenos a prefeitura é um dos únicos meios de emprego e renda para a maioria da população. Pois cá não é diferente. Seria satisfatório se estes empregos não estivessem ligados ao voto, mas o que ocorre é que só emprega-se aquele que vota no candidato ou indicado pelo “dono” da prefeitura, o prefeito. Pois bem, diante dessa realidade viviam muitos dos habitantes deste município onde não podiam após receber seu salário comprar em estabelecimentos cujos proprietários eram oposição ao prefeito e de seus aliados, e que eram ameaçados constantemente de demissão se pelo menos fossem vistos conversando com alguém que tivesse idéias contrárias ou que não concordassem ou criticassem o governo.
Toda essa situação se tornou mais grave no ano eleitoral, pois as ameaças se tornaram mais freqüentes, nenhum funcionário poderia ser visto no comício do candidato oposicionista, os correligionários do partido do prefeito espancavam os adversários e a polícia simplesmente não fazia nada, a justiça não movia uma palha, as denúncias no Fórum de nada valiam. As reuniões dos opositores para a campanha eleitoral tinham que ser às escondidas, disfarçadas de reuniões sindicais e ocorriam no Sindicato dos Trabalhadores Rurais. O Prefeito atual já tinha sido reeleito e estava apresentando um candidato que nem do município era, e sim da capital. Mas mesmo assim diante de tanta opressão, o povo, bendito seja o voto secreto, decretou nas urnas um novo tempo para o seu município.
Nestas eleições o ex-prefeito tentará novamente chegar a cadeira. Mais uma vez está nas mãos da Democracia, a Liberdade para escolher. Pois agora não se persegue e nem se espanca quem é oposição ao governo e até mesmo o ex-prefeito parece ter entendido como se deve tratar o povo, que tem o PODER de decidir os rumos da sua história.